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Eu não mereço esse amor bandido


06.set.16 | 1 Comentário

Hoje de manhã, enquanto meu estômago roncava e eu me demorava na cama, ponderei sobre a máxima “A gente aceita o amor que acha que merece”. E confesso que reavaliei minha visão sobre o assunto.

A verdade é que nós mulheres, ouvimos desde cedo que não merecemos ser amadas, em outros casos ouvimos coisas bem piores. Como Mulher Negra e Mãe, você se torna 2 vezes invisibilizada, 2 vezes preterida. Primeiro por que você, na condição de mulher negra, exala sexo, você só serve para isso. E segundo, na condição de mãe, seu tempo disponível é igual a zero, ou seja, o cara muitas das vezes não vai querer trilhar essa longa jornada contigo, por que ele tem pressa, o desejo insaciável dele é urgente, sempre muito mais urgente que o seu.

E então, um dia aparece um cara que te olha nos olhos como se fosse mergulhar em você e te abraça tão apertado como se pudesse dissolver naquele abraço todas as suas preocupações e medos. Como se o teu abraço fosse o lugar que ele sempre quis estar. E ele faz questão de te exibir por todo canto, mostrando para todos que você é a garota dele, começa a fazer exigências – muitas em tom de brincadeira, mas que acabamos por levar a sério – e muitas vezes ele se infiltra até dentro da sua casa, com a sua família, conhece seu filho e te faz promessas de uma vida melhor. Tudo isso ele faz, mas sem mencionar o tal do relacionamento sério. Não isso não, ele pode estar te tratando como esposa dele, mas ainda é cedo para um Relacionamento Sério, mesmo que se passem meses, ainda que todos saibam que vocês estão juntos, ainda é cedo. E quando você decide que não é mais “tão cedo assim”, ele simplesmente parte sem olhar para trás. Porque você quebrou o acordo que vocês tinham, a promessa de relacionamento aberto que ele sempre quis.

Então você se despedaça, morre uma 100 vezes, chora rios, oceanos, mares, mas chega uma hora que você se recompõe e percebe que não há tempo para chorar, sua cria te espera, você tem responsabilidades, precisa agir. E então ele volta, sem promessas dessa vez, na verdade sem muita conversa. “Nosso sexo era bom”, “eu sinto sua falta”, são algumas das poucas coisas que ele consegue te dizer, mas ele te olha nos olhos como se nunca tivesse partido, como se suas almas pudessem se fundir, mas logo após uma incrível noite de amor, ele parte outra vez, sem dizer adeus, esperando que você entenda que ele preza mais a “falsa ideia de liberdade” que todo amor que você poderia lhe oferecer. E você começa a se perguntar “que diabos têm de errado contigo”, “o que você fez de errado para ele não querer ficar”. E mesmo que ele te diga que “você confundiu as coisas”, “Não era nada daquilo que você estava pensando”, você o deixa voltar, mas ele não fica ele nunca fica. E você se martiriza e começa a perceber que “Não merece aquele amor vagabundo”, esse “amor” que só te usa quando é conveniente. Mas ao mesmo tempo, você não consegue fugir daquele olhar, você sucumbe ao cheiro, ao toque que sempre achou que não merecia.

Então não… Não aceitamos o amor que achamos que merecemos. Sabemos muito bem que não merecemos esse amor bandido, não merecemos as migalhas que alguém joga fora. Mas esse tipo de amor é tóxico, como uma droga, você nunca experimentou nada parecido e quando experimenta começa dizendo que é “só uma vez ou outra”, “eu consigo parar, consigo lidar com isso”. E de repente você percebe que não consegue mais lidar com isso sozinha. Por ter ouvido a vida toda que você só servia para sexo, de repente você é consumida por todo esse lixo. E é claro que existem mulheres que conseguem se reabilitar, fugir dessa porcaria toda, mas outras ficam submersas nessas águas desconhecidas por muitos e muitos anos, às vezes, elas não conseguem se salvar nunca. E mesmo a mulher mais desconstruída, não está livre de passar por isso.

Por que o amor nos é negado muitas e muitas vezes ao longo de nossas vidas. Por muitas vezes acreditamos que não merecemos nenhum tipo de afeto ou carinho. E parabenizamos calhordas que nos oferecem migalhas, nos contentamos com isso, por que algumas vezes, isso é o mais próximo de amor que muitas de nós já experimentou na vida.

Então, antes de você dizer para uma mulher que ela está em um relacionamento abusivo por que quer, por que gosta. Pense 50 milhões de vezes, ou melhor, não diga nada. Ninguém gosta de ser maltratado, o amor não deve ser mendigado.

O amor não é sofredor, ele é bondoso, amigo, compreensivo.

Tudo o que uma mulher em relacionamento abusivo precisa, é de muito apoio, conversa, de amigos que lhe mostrem que ela não está sozinha, fazer coisas que elevem sua auto estima, se conhecer melhor e ver que essa vida é muito bonita para perder tempo com alguém que não está nem aí para você. Cada pessoa tem um tempo diferente, um despertar diferente, então não adianta tentar forçar uma mudança na hora errada, os danos colaterais podem ser irreversíveis. Mas um dia, chega a hora que essa mulher percebe que ela é muito mais incrível do imaginava e por um bom tempo, ela não vai aprender a não se viciar em mais ninguém, além dela mesma.

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FOTO: We Heart It

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Carnaval em Arraial do Cabo


17.fev.16 | 15 Comentários

Há muitos anos atrás, eu sempre passava o Carnaval na Região dos Lagos. O tempo passou e a vida mudou e eu acabei me distanciando do prazer que sempre foi viajar. Eu sempre amei colocar o pé na estrada e conhecer novos lugares me fascina. A oportunidade de fugir, nem que seja só um pouquinho da vida real me encanta demais. E por isso, quando meu pai me convidou para passar o Carnaval em Arraial do Cabo eu não pensei duas vezes. Eu já havia visitado a cidade duas vezes, anteriormente, a primeira quando eu era bem novinha, mas numa época chuvosa, lá pra meados de julho e outra vez, mais recente, em um bate e volta para procurar a casa que ficaríamos no Carnaval.

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Depois de tudo acertado, era só expectativas e quando finalmente chegou a hora, eu não me continha em mim. Eu viajei com alguns familiares. E viajar em grupo é sempre uma experiência confusa. Saber lidar e manobrar certas situações nem sempre é fácil, mas no fim, se a convivência não der certo, é só fazer ouvido de mercador.

Eu não vou dizer que essa viagem foi tudo o que eu esperava e que fiquei super feliz com ela, a minha tristeza começou bem antes de viajar, pois afinal, eu não queria ficar 6h em um trânsito caótico, sem conforto e ouvindo reclamações e grosserias, queria ter podido descansar e aproveitar mais, sem pensar na tensão que pairava no ar, mas eu costumo dizer que até as experiências ruins são boas, afinal se não vale como experiência boa, pelo menos vale de lição. E uma das lições que eu aprendi na viagem, foi definitivamente “melhor sozinha, do que mal acompanhada”. Quando o ano virou e eu tomei a decisão de incluir mais viagens na minha vida, eu comecei a perceber que viajar sozinha não é tão ruim quanto parece e que pode até ser uma experiência maravilhosa. E eu confesso que toda vez que eu desfaço as malas, já desfaço com o desejo de refazê-la. Fugir da realidade cruel, nem que seja por alguns momentos é muito bom.

Mas voltando ao Carnaval, eu fui na sexta-feira e chegamos no sábado de manhã, como estávamos muito cansados, foi um dia perdido, praticamente, então eu aproveitei para organizar algumas coisas e me instalar legal na casa. No domingo tentamos ir à praia, visitamos a Prainha e confesso que apesar de apertada e cheia, foi a praia que eu mais gostei. A água geladíssima, mas limpinha e cristalina, sem nenhuma onda, muito bom para quem tem crianças. Como era domingo de Carnaval, a cidade estava lotada, então é praticamente impossível chegar à praia 12h e achar um lugar bom para se instalar. E era isso o que queríamos ~ risos. Como a experiência na Prainha não deu certo, decidimos migrar para a Praia Grande ~ praia que eu sempre tive certo preconceito por causa das ondas quilométricas. Eu não sou nenhuma Ariel, com criança, aí mesmo que quero fugir de mares agitados, então eu esperei todo mundo chegar no local combinado e fui para casa.

Na segunda-feira de manhã, eu voltei ao Rio para buscar uma amiga que estava vindo de Mato Grosso do Sul e acabei ficando no Rio até terça-feira. Eu assisti o desfile com minha tia e alguns amigos e foi maravilhoso, muito divertido, não me arrependi de ter ido para lá. E voltei para Arraial na terça-feira à tarde. Como chegamos quase no fim da tarde, aproveitamos para ver o pôr-do-sol na Praia Grande e eu fui crente achando que conseguiria ficar pelo menos na beirinha da água, mas me enganei, a água estava tão gelada que podíamos ver as pedras de gelo saindo do mar. Surreal!

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Na quarta-feira, eu aproveitei que a cidade estava mais calma e fui até à Praia dos Anjos, que apesar de tranquila, eu não gostei muito, o mar estava com bastante alga e confesso que isso me incomodou um pouco. Talvez por que eu já estava estressada. Mas foi divertido. Minha filha e irmã se divertiram bastante e isso pra mim valeu. Mas no final do dia eu acabei ficando muito doente e só consegui descansar o resto do dia e quinta-feira. O pessoal que foi comigo, havia combinado de ficar na casa até domingo, mas eu já estava morrendo de saudades de casa e minha irmã também, minha filha estava começando a ficar enjoada e decidimos vir embora antes. Comprei duas passagens de volta para o Rio de Janeiro na sexta-feira, para às 15:40, o ônibus fez duas paradas, a primeira em Cabo Frio e a segunda em São Pedro da Aldeia e foi assim que nossa viagem chegou ao fim. Nós chegamos no Rio 19h47 e pagamos R$ 150 nas duas passagens. Eu achei a passagem mais cara para Arraial do Cabo do que para Búzios, mas pode ter sido por causa do feriado também.

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Praia dos Anjos

A casa que ficamos ficava duas ruas atrás da Praia Grande o que foi bem legal, porque podíamos passear na Orla da praia e ver o pôr-do-sol sempre que quissemos. O bom foi que comemos muito açaí, Clarinha experimentou pela primeira vez e gostou bastante e que eu peguei uma cor tão bonita que não preciso ir à praia tão cedo.

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E como foi o Carnaval de vocês? Se divertiram bastante? Me contem tudo!

Beijos

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Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o Filme


15.fev.16 | Nenhum Comentário

Na semana anterior ao Carnaval, eu decidi ir ao shopping com a minha irmã e minha filha, fomos apenas dar uma volta e tomar um sorvete, mas acabamos nos enfiando no cinema sem querer. Como amanhã será aniversário da minha irmã, eu resolvi fazer essa graça e não me arrependi. Pegamos a sessão de Snoopy e Charlie Brown porque era eu e mais duas crianças né, mas eu confesso que estava muito receosa da Clara não gostar do barulho, do escuro e ter que sair antes do filme acabar. Pegamos a sessão 3D, que eu particularmente não gosto, mas só tinha essa. Então, vimos assim mesmo. Como eu não curto muito 3D, eu vi o filme inteiro sem o óculos ~ risos ~ mas foi legal.

Acho que a maioria dos adultos de hoje em dia se lembram do Snoopy com muito carinho e quem é que nunca quis um caderno ou adesivos dessa lindeza? Eu fiquei muito feliz deles darem essa nova roupagem a história para que nossas crianças de hoje possam conhecer esse desenho tão maravilhoso e inocente.

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Charlie Brown é um menino desastrado que nem sempre agrada todo mundo, próximo das férias de inverno, ele vê sua vida e de toda sua turma mudar por completo com a chegada de uma nova garotinha de cabelo vermelho. Brown tenta lutar contra sua timidez e baixa auto estima, para criar coragem e finalmente falar com a garotinha, mas é mais difícil do que parece. Toda vez que ele está quase conseguindo, acontece algo que o atrapalha. Enquanto isso, ao encontrar uma máquina de escrever, Snoopy começa a escrever uma história fantasiosa e heróica.

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Eu gostei muito do filme por sua simplicidade e inocência. Por mostrar como nossa primeira infância pode ser divertida e conflituosa ao mesmo tempo. E que o nosso caráter é moldado desde pequeno. A amizade entre Snoopy e Charlie Brown também é algo admirável. O filme nos ensina lições valiosas. E quem melhor que seu amigo fiel para ajudá-lo a superar seus maiores medos?

O filme estreou dia 14 de janeiro e a fotografia do filme é maravilhosa. Eu fiquei muito encantada. O mais engraçado é que tinham muitos adolescentes na sala de cinema e as crianças comentavam o filme inteiro as peripécias de Snoopy e Charlie Brown, o que deixou o ambiente muito mais gostoso e divertido.

Eu não ia ao cinema desde a  minha gravidez, fazia muito tempo mesmo e eu senti muita falta. Eu sempre gostei muito de ir ao cinema, apesar de ser um programa caro, eu acho que sempre vale a pena, ver pelo menos uma vez um filme legal em alta definição ~ risos. E eu fiz uma ótima escolha para voltar esse hábito maravilhoso.

Confiram o trailer do filme:

E vocês? Qual último filme vocês viram?

Beijos!

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